O que dizer de 2025? O ano começou com a expectativa de ser um dos períodos mais produtivos do Congresso por meio da nova da gestão de Hugo Motta na Câmara dos Deputados.
O clima foi de otimismo com toda a autonomia que as comissões ganharam com a nova presidência, e a volta das comissões mistas foi algo bem positivo para o Congresso. Mas, no fim das contas, as coisas não andaram no ritmo esperado!
Isso porque mesmo ainda estando em 2025, os bastidores políticos já estavam funcionando de olho nas eleições do próximo ano. E o que era para ser um momento de grandes avanço e produtividades, ganhou uma forte polarização entre os partidos, especialmente pelo cenário jurídico envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ou seja, o movimento dentro do Congresso começou a ser calculado com base em votos, alianças e estratégia partidária!
🧐 O resultado?! Um ano que discutiu muito, mas andou menos do que o previsto.
Porém, mesmo com tudo isso, o agro vai fechar 2025 com algumas conquistas importantes, o que é resultado direto de uma atuação intensa da bancada ruralista, que em diversos momentos funcionou como oposição estratégica dentro do Congresso.
O licenciamento ambiental é um bom exemplo: mesmo em meio a vetos, disputas e tentativas de desconstrução, a pauta avançou. Foram 52 vetos derrubados na última semana, que garantiram mais segurança e objetividade para os agricultores.
As discussões sobre Imposto de Renda também renderam saldo positivo para os pequenos produtores, isentando o imposto para aqueles que ganham até R$ 5 mil reais, abrindo a possibilidade para mais investimentos nas propriedades.
Além disso, a tributação da atividade rural será feita com base no lucro e não no faturamento, medida que evita distorções em anos de safra negativa ou de altos custos de produção.
Já a guerra do IOF expôs o ambiente político tensionado, com idas e vindas entre Executivo, Legislativo e Judiciário, enquanto a pauta da faixa de fronteira caminhou no sentido de oferecer mais segurança jurídica ao produtor, atendendo a uma demanda antiga do setor.
Ou seja, o saldo de 2025, não se mede pela quantidade de projetos aprovados, mas pela capacidade do agro de se manter presente e articulado mesmo em um cenário político volátil.
Foi um ano em que a antecipação eleitoral freou entregas, mas não impediu que o setor conquistasse espaços importantes e deixasse sua marca em debates estratégicos!

