Com a volta do Congresso Nacional nesta semana, o ano político começa a sair do papel e ganhar forma. E, por ser um ano eleitoral, 2026 traz uma dinâmica própria, prazos mais curtos para trabalhar as pautas do setor e decisões que exigem ainda mais atenção, planejamento e presença de quem representa o agro.
Além de ter que se adequar ao ritmo diferente de 2026, já que existe uma janela real de atuação que vai até o mês de maio, o agro vai precisar ser ainda mais político, mas não partidário. Isso exige dialogar com o governo que está eleito e com o Congresso em funcionamento, independentemente de quem está no poder.
⚠️ Aí onde mora a maior necessidade de desenhar as estratégias e apresentar as demandas, organizar as pautas e fortalecer os argumentos, porque depois desse primeiro semestre, o foco do governo e dos parlamentares será o processo eleitoral!
O recado? Não dá para perder tempo! Já é nesse retorno dos trabalhos legislativos que começam definições importantes, como a escolha das presidências das comissões, por exemplo. Isso tudo já começa a desenhar o cenário que o agro vai enfrentar ao longo do ano, já que são esses espaços que organizam as prioridades, abrem ou fecham portas e determinam o ritmo das pautas que impactam o dia a dia dentro da porteira.
✅ E aqui vale um ponto que precisa ser tratado com a devida seriedade. Apesar de toda a atenção voltada para a disputa presidencial, o agro não pode negligenciar o Legislativo. Afinal, foi o Congresso que sustentou avanços importantes nos últimos anos!
E mesmo com um segundo semestre mais lento em termos de decisões estruturantes para o setor, o agro não pode se afastar. Pelo contrário! É justamente nesse momento que surgem articulações que podem afetar diretamente o produtor. É bem aqui, na escolha consciente dos candidatos, no relacionamento constante com deputados federais e estaduais, e, especialmente, com os senadores, que o setor vai conseguir tocar as próximas demandas.
Lembre-se: são esses mandatos que vão sustentar, nos próximos anos, pautas fundamentais para o campo, como o fortalecimento do seguro rural diante dos eventos climáticos, o acesso a crédito e financiamento com mais proteção em cenários econômicos instáveis, a resposta a medidas tarifárias internacionais e as exigências de adequação sanitária que garantem acesso a mercados.
O ano de 2026 será de ajustes, escolhas estratégicas e diálogo organizado. Nesse ano político, a força do setor estará menos nos discursos e mais na sua capacidade de articulação, organização e leitura estratégica do cenário político! Não há tempo a perder!

